29.10.10

Como surgiu o nome Paulo Malaria, pelo próprio

Saiba como surgiu o nome Paulo Malária, na versão do próprio Mala:


Paulo Malária em 1979 ou 80
Eu vou contar, mas duvido que alguém leia até o fim. É uma história muito chata.

Na minha infância florida, na aurora da minha vida que os tempos não trazem mais e da qual eu, ao contrário do Casemiro, não tenho saudade nenhuma, precisei usar desde os 4 anos de idade um grossíssimo óculos fundo de garrafa.

Como se não bastasse o incômodo perpétuo causado pelo indispensável aparato que alguns julgam menos danoso do que uma muleta, quando cheguei à adolescência comecei a receber uma série de apelidos visando vincular o óculos de lentes grossas a uma inseparável insanidade mental que deveria forçosamente acompanhar o portador da deficiência visual. Os apelidos não eram muito criativos: "Quatro-Olho", "Paulo Maluco", "Pinel". Eu já estava pensando que era melhor me apartar dessa escória chamada raça humana e virar autista quando miraculosamente, lá pelos 16, comecei a conhecer pessoas de outro nível moral, que não se incomodavam com as minhas lunetas e me tratavam como gente. A unir estes amigos que me resgataram do desprezo eterno pela humanidade, um ponto em comum: o bom, genuíno e velho (na época, não tão velho) rock and roll!

Para esta galera, eu era apenas o "Paulo", "Paulão", "Paulizecso". Poderia ter passado o resto da vida assim. Porém, na faculdade, me meti com política estudantil, montei uma chapa anarquista e comecei a incomodar as "lideranças" de plantão. Foi aí que pensei: é melhor eu arrumar um apelido definitivo antes que o façam. Um apelido que para muitos soe pejorativo, mas que tenha um substrato underground, revoltado, rock`n`roll e o mais importante, inventado por mim.

Isto foi em 1978. Dois anos antes, o Zeca, baterista da Banda Só Por Uma Noite, tinha chegado para um ensaio lá na varanda da minha casa muito transtornado porque um pen pal dele, lá do Rio Grande do Sul, tinha ido fazer Projeto Rondon em Rondônia, pegou malária e morreu. Naquele dia o Zeca repetiu várias vezes, meio chapado:
- Malária, bicho... Malária...

Depois, em 1977, fomos eu, Zeca, Guto e mais um guitarrista que agora não me lembro quem foi (Scubi? acho que não. Chico? também não. Beto, irmão do Zeca? sei lá.) fazer um som no GPI da Rua Ibituruna. Foi uma tarde maluca, em que o Zeca, enquanto montava a bateria, caiu nos fundos do palco. Num instante ele estava ali, no seguinte não mais. Só vi a cortina se mexendo, o Guto atônito dizendo: - O Zeca sumiu!, uma mão com uma baqueta surgindo por baixo da cortina e após a mão o Zeca inteiro: - Pooorra...

Mas nós fizemos um bom som, só que não tinha microfone. Toquei minha pianola, escaleta, lancei ali o tema "Maria Pirú on Advertisingland" (23 anos mais tarde gravado pelo Acidente com o novo nome "Expo Rock") e lá pelas tantas, decidido a soltar o gogó, mandei um berro:
- Malááária!!!
A plateía uivou. Repeti:
- Malááááária!!!
Vibração geral. Mais alguns gritos de "Malária" e logo o concerto se encerrou com chave de ouro. O Zeca logo veio me perguntar:
- Que que tu tava gritando? "Canalhas"?

Portanto, quando em 78 eu entrei numa de me apelidar antes que o fizessem de forma mais desvantajosa para minha imagem, Paulo Malária foi uma solução natural. Apenas fiquei temeroso que as inicais "PM" trouxessem maus fluidos. Mas os pontos positivos sobrepujaram os senões: "Malária" é cheio de "A"s, um nome para se falar de boca aberta, com atitude. E malária é uma doença bem Brasil, verdadeiro símbolo da pujança verde-amarela e do patriotismo que tanto me caracteriza.

A prova de fogo veio dias depois quando o Scubi ligou pra minha casa e chamou o Malária. Foi minha mãe quem atendeu e, mesmo eu não tendo ainda comentado nada com ela, veio direto me chamar:
- Telefone pro Malária. Só pode ser pra você.

Aí eu vi que o batismo era acertado e definitivo. Seguiu-se uma intensa campanha de divulgação, em que até o banheiro feminino da Escola de Comunicação recebeu uma pixação anônima com os dizeres "Malária Tesão" (respondida prontamente com outra: "então você não sabe o que é tesão"), e o novo personagem ganhou o mundo. Ou ao menos assim cheguei a pensar, até perceber que o mundo era um pouco grande demais! 


Texto de Paulo Malária para a lista da Eldopop em 29/10/2010

15.10.10

Acidente tem suas letras publicadas no Lyricsmode.com

A partir desta semana as letras das músicas gravadas pela banda independente de rock Acidente começaram a ser publicadas no site www.lyricsmode.com. Até agora já subi 17. Parece pouco (e é, rs) mas eu chego lá. O Guerra Civil já está inteiro lá e muita coisa do Fim do Mundo e Piolho, além de algumas músicas mais recentes, como Astra Star, que trouxe como exemplo. 

Além de poder publicar letra e vídeo, o site permite a publicação só da letra bem como o envio da música como Ringtone para celular. Legal, né?


Lyrics | Acidente lyrics - Astra Star (Tu é Iinha) lyrics

9.10.10

Gloomland ganha remix e nova tiragem deve sair em dezembro

Gloomland será relançado em dezembro
Do Paulo Malária na lista de discussão da EldoPop:


"Ontem me deram prazo de início de dezembro para a nova tiragem do Gloomland ficar pronta. Este CD que ficou quase oculto na época em que saiu, com prensagem de apenas 500 e o volume muito baixo. Agora vem com tiragem maior, som mais alto e muito material iconográfico recuperado com bravura ao mofo e às traças, num trabalho de pesquisa por assim dizer braçal. Todos que formavam o quarteto deram seus depoimentos "antes e agora". Modestamente, acho que alguma coisa do disco pode agradar à galera que curte prog, embora nós tenhamos evitado usar o termo "progressivo" porque poderia ser muita pretensão. Ficamos com "hard muzak", que não tem perigo de decepcionar ninguém, porque quem curte muzak não gosta de hard e vice-versa.

Quando este disco enfim estiver pronto, encaixotado e encalhado na minha casa, será a vez de um outro projeto muito mais ambicioso, embora não diga nada à maioria do pessoal desta lista (mas diz muitíssimo a pelo menos dois, eu e o brother Scubi): a reunião em CD dos 3 vinis dos anos 80. Este deve sair em março de 2011, para comemorar os 30 anos da gravação do LP "Guerra Civil", tido na época como o 1° LP independente de uma banda de rock carioca, conquanto o apanágio não tenha se tornado relevante: quantos mais houve e quem conhece alguma? A indústria manobrou a história para o lado que lhe interessava, e descobriu que bastava rotular qualquer coisa de "rock" para satisfazer à demanda do público. Foram espertinhos. Hoje a biografia consolidada do "B rock", ou "rock brasil" dos anos 80, se escreve com exemplares incontestes do gênero tipo "Faz parte do meu show" e, bom, deixa pra lá. Tudo isto já passou, como uma tempestade de lama; alguns dos principais apaniguados não estão por aí fruindo as benesses do modismo de que foram protagonistas, e o que sobrou do movimento praiano-oitentista que ia mudar o mundo a partir do Baixo Leblon hoje estertora no palco de qualquer festa "ploc anos 80" como a desta noite no Circo Voador. Pena porque eu e muitos outros podíamos ter tido uma vida mais divertida e musical, mas, já que canalizaram tudo para meia dúzia (e meia dúzia que nem gostava de rock, só do nome), paciência."

30.9.10

Paulo Izecksohn + 70899 + Deputado Estadual + PTdoB

Desculpe-me incomodar para informar que sou candidato a deputado estadual pelo PT do B com o nome Paulo Izecksohn e o nº 70899, mas, no que dependeu da propaganda gratuita no rádio e na tv, você nunca recebeu essa informação. Vale para mim e para muitos outros candidatos, talvez a maioria. Estamos legalmente amordaçados para pela legislação que rege a propaganda eleitoral dita gratuita.

A lei eleitoral manda dividir o tempo gratuito desigualmente entre os partidos, conforme a quantidade de deputados federais de cada um. E cada partido, bem ou mal aquinhoado de tempo, é livre para distribui-lo entre seus candidatos conforme quiser.


 Partindo-se da premissa de que a propaganda gratuita convença mesmo os eleitores e decida seus votos, o que a lei pretende é manter a proporção dos partidos exatamente como estava quando foi criada, debatida e votada pelos próprios deputados federais, que se erigiram paradigmas eternos do tamanho de cada partido, mudando apenas as moscas. Isto para mim não é democracia, ou então querem que acreditemos que a eleição do general Medici também foi democrática, porque o princípio foi o mesmo: eu posso, eu mando, eu faço. A desculpa de que o tempo exíguo para os partidos pequenos visa impedir a exposição de arrivistas ao povo é cretina, pois nada impede que em grandes partidos se abriguem magotes de canalhas, corruptos, mentirosos, trapaceiros, até psicopatas perigosos, que dispõem de tempo à vontade e sempre se elegem, com os resultados conhecidos. E aí os legisladores não veem nada de errado em que essas criaturas engazopem o eleitorado e conquistem seus votos.


 Quando enfim os partidos menores recebem suas migalhas de tempo na propaganda gratuita, mais uma desigualdade: cada um deles tem seus puxadores de voto, que, como nos partidos grandões, ficam com a maior parte do tempo, uma vez que trazem votação para a legenda. A diferença é que nos partidos pequenos o tempo dos puxadores de voto já é ínfimo.


 Fácil perceber que um candidato nanico de um partido pequeno não tem vez na propaganda gratuita. Na eleição de 2008 eu fui candidato a vereador e tive 1 inserção de 5 segundos. Deu pra dizer meu nome, meu número e o slogan "O vereador que diz NÃO". Este ano, pelo visto, terei 5 segundos a menos. Que fazer? O maior puxador de voto do meu partido não terá, talvez, somadas todas as inserções, um total de 2 minutos na tela. Isto é o tempo que certos candidatos de partidos grandes aparecem na tv todo dia, várias vezes por dia, inclusive fora do horário político, em mini-programas de produção luxuosa, com direito a depoimentos de terceiros dizendo que eles são ótimos e agora tudo vai mudar.


 Mesmo se me tivessem dado 5 segundos, qual depoimento eu poderia colocar ali, se não dá tempo nem para dizer meu nome e meu número?

5 segundos não dá nem pra soltar um bom peido!
 Para o eleitor de mente simples, somente os candidatos que ele viu sempre na tv é que são os "sérios", e é dentre estes que escolherá aquele em que vai votar no domingo. Não pensa, o simplório, quais manobras seus preferidos terão armado para tomar conta com exclusividade de um horário que deveria ter sido dividido igualmente entre todos. É claro que este modo de proceder vai continuar no exercício do cargo.

Depois reclamam dos políticos. Mas têm que ver os políticos que elegem!

Tem outro aspecto: a fortuna que certos candidatos gastam em suas campanhas. Certo sábado apareceu aqui pela Urca um panfleteiro de uma candidata de boutique, dessas que se dizem "candidatura cidadã" e eufemismos desse tipo, que tanto falam ao coração dos chopeiros da Zona Sul. Carregava uma sacola pesada cheia de panfletos, e tinha sobre a cabeça uma placa com o nome da candidata. A placa era presa a uma estaca amarrada nas costas do infeliz, que assim não podia nem se curvar. Perguntei a ele quanto estava ganhando para fazer aquele serviço desumano. Ele respondeu: "200 reais por semana, mas não vale a pena. O trabalho começa todo dia de madrugada e não tem hora pra acabar". Perguntei-lhe então como a candidata podia saber que ele estava mesmo distribuindo panfletos. O rapaz explicou: "Em cada equipe nós somos 8, mais um supervisor que ninguém conhece e fica vigiando se os outros estão trabalhando. Pode ser qualquer um, até você." Calculei rapidamente: 200 reais vezes 8, mais o supervisor, supondo-se que receba o dobro = 2000 reais por semana, cada equipe. Segundo o panfleteiro, só esta candidata tinha dezenas de equipes a seu serviço. Ele não esclareceu se havia algum capataz terceirizando o serviço dos peões. E os panfleteiros são apenas uma gota d'água num oceano onde também boiam carros de som e outros meios de propaganda mais caros. Anúncio no jornal, por exemplo. "O Globo", "Extra" e "Expresso" instituíram 3ª e 6ª feira como os "dias dos candidatos". Nestes dias, os anúncios eram muito mais baratos (ou menos caros) que nos demais. No entanto, certos candidatos anunciavam todos os dias da semana, sem se importar com o custo. Este ano a lei determinou que o preço devia ser discretamente informado no anúncio, e cheguei a ver preços de 30 mil reais num Globo de domingo. Teve um canidato de boutique que, ao lado do preço, mandou escrever assim: "Contribuição cidadã". Então tá. Como é fácil embromar os néscios.

Cheguei à conclusão que tem candidato torrando mais de 1 milhão para ser eleito deputado. 5 milhões. 10 milhões, e mais até. Ora, isto é mais do que eles ganharão em 4 anos de mandato. Digo não só os proventos, com suas inúmeras verbas de representação e penduricalhos diversos, mas também toda a propina, toda a caixa 2 que puderem embolsar no exercício do cargo. Como ninguém rasga dinheiro, fica patente que não são esses candidatos que estão desembolsando os custos de suas campanhas. Eles se apresentam como pessoas físicas, mas são de fato os representantes na Câmara e nas Assembleias de interesses bilionários: construtoras, supermercados, empresas rodoviárias e aéreas, enfim, todos os lobbies que atravancam o Brasil, e para esses grupos, 10 milhões de reais não é nada, sai na urina. O importante é manter seus representantes nos postos chaves para poderem aprovar ou reprovar as votações que lhes interessam. Isso não tem preço. É impensável que um desses políticos perca seu lugar cativo para um novato movido por ideologia que pode virar a mesa. Não pode acontecer, todos os meios são válidos para que não aconteça.

E ainda tem a questão da apuração dos votos. Na eleição de 2008, quando concorri a vereador, tive zero voto na zona eleitoral onde votamos eu, minha mãe e meu pai. Comentei com o pessoal do partido e me disseram: "Cala tua boca, porque se você reclamar eles vão alegar que o computador não erra e portanto você não votou em você, é mentira sua. Então você concorreu para desmoralizar as eleições. Vão acabar lhe processando por crime eleitoral. Fica frio que um dia teu voto aparece". Pois aqui estou eu de volta a procurá-lo.

Mas a paciência tem limite.

Assim se entende por que foi que nos anos 60 incontáveis cidadãos, mesmo quando não eram comunistas nem diretamente perseguidos pela ditadura militar, desafiaram as regras do jogo e enfrentaram o regime da época, que também se dizia democrático (qual o que não?). Morreram muitos no caminho, outros tiveram suas vidas dilaceradas, o que é quase o mesmo que morrer, e uma "sole survivor" é candidata a presidente, com imensas chances de ganhar (só não ganha se sabotarem o avião dela). Será que esta senhora, em algum momento dos incontáveis minutos diários que lhes são concedidos nas telas de todo o Brasil, dedica um ínfimo pensamento às pessoas e aos pensamentos daquela fase de sua vida? Ou estará mais preocupada em conchavar com os antigos algozes, para que não lhe perturbem o governo?


 Vou lá. Meu slogan desta vez é "Indignação e Revolta". Quanto mais eu envelheço, mais curto fica o meu pavio.

Paulo Izecksohn - 70899 - PTdoB - Candidato oculto a Deputado Estadual



Paulo Izecksohn (a.k.a.) Paulo Malária é  compositor, tecladista e produtor da banda de rock Acidente. 

28.9.10

Uma jogada esperta



Tiririca não pode ser eleito porque os avós dos atuais políticos não lhe deram escola para ele aprender a ler. Mas antes de "descobrirem" que ele é analfabeto, deixaram-no aparecer bastante na televisão, porque alguém vai herdar seus votos. Uma jogada esperta.

Já com candidatos desconhecidos é diferente. Candidatos desconhecidos não podem ser eleitos porque tirariam o emprego dos donos das vagas e estragariam a farra da política brasileira, por isso são excluídos da propaganda dita gratuita.

Você não me viu na tv. Nem muitos outros candidatos a deputado estadual. Enquanto isso, alguns poucos apaniguados apareceram várias vezes todo dia, em longos anúncios, com musiquinha, depoimentos... Você acaba achando que só esses são "sérios" e vota num deles.

Já pensou no que eles fizeram para ocupar sozinhos o tempo da propaganda que deveria ser gratuita e dividida igualmente entre todos?

Depois você reclama dos políticos. Mas olha os políticos que você elege!

Vamos esclarecer as regras da democracia brasileira: podem e precisam ser eleitos sempre os mesmos, ou então quem eles nomearem sucessores de seus cargos vitalícios. 

Paulo Izecksohn (a.k.a.) Paulo Malária é  compositor, tecladista e produtor da banda de rock Acidente e também concorre ao cargo de Deputado Estadual pelo PTdoB com o nº 70899. 

Artigo: O Manifesto Mais Importante da História (Paulo Malária)

Tenho fundadas suspeitas de que o Arquiduque Eberhardt VII da Prússia Oriental, cujo súbito passamento em 1653 é até hoje pranteado pelos admiradores do vinho licoroso e da cançoneta bávara pós-renascentista, não sucumbiu ao "Mal d'Écosse" conforme a versão oficial ainda vigente, mas foi vítima de uma sórdida trama palaciana urdida durante a malsinada convenção de Kœnigsburg.

É preciso que as pessoas denunciem esta farsa! Escreva para todos os jornais dizendo: "Eu refuto a pérfida intriga sobre a morte do Arquiduque Eberhardt VII! Há 357 anos somos enganados com mentiras!"

Estamos organizando um comitê pró-passeatas em favor da verdade histórica. Em cada bairro de cada cidade a passeata deverá reunir no mínimo 3000 pessoas e terá como tema "Desídia eterna aos Detratores do Nobre Arquiduque". Organize reuniões, prepare as faixas! Contamos com seu inestimável apoio.

Obs.: Nos termos da ementa cerimonial de 1835, aprovada por 3 descendentes diretos do Arquiduque, ao final de cada evento serve-se vinho licoroso com torradas de Erfurt aos nobres de mais alta linhagem, e todos os presentes entoam a cançoneta "Meus Serviçais me Amam", da larva do próprio Eberhardt VII. Você não deve descuidar desses detalhes, ou não será convidado(a) para a organização de nenhum outro evento arquiducal.

Vice-Conde Phodenbunden Von Merdenbosten
Assessor Cerimonial Pleno da Fundação Eberhardt VII na América Latina


Paulo Malária é compositor, tecladista e produtor da banda de rock Acidente.

22.9.10

Dia 21-9-2010 Malária foi a um lugar maravilhoso...

... Onde as lontras não vivem só. Aliás, não vi lontra nenhuma.

Mas o lugar é mesmo muito bonito, e na tarde de 21-9-2010, neste dia que hoje se encerra, um local mítico do rock brasileiro passou a ser real para mim.

Lagoa das Lontras

Lagoa das Lontras é um recanto paradisíaco que deve continuar quase igual aos tempos em que O Terço a cantou em verso e prosa. Ali, "não tem nada pra se fazer" torna-se a maior qualidade. Imaginem Lontras de noite, com a lua cheia e o silêncio total.

Fica a 2 horas de carro do Rio, mais 9 inacreditáveis km de estrada de terra (aí, o tempo depende do apreço de cada um por sua suspensão). Pode ser complicado passar naquela estradinha com chuva, pois o trecho inicial é um zig-zag beirando uma pirambeira. A largura só dá para um carro. Mesmo assim, duvido que os lontrenses queiram que a estrada seja melhorada. Seu estado precário é que garante o astral magnífico do lugar.

Tem pousada, tem aluguel de casa por temporada. Que tal a galera combinar um encontro 100% Eldo em Lontras?

(Texto de Paulo Malária publicado na lista da Eldo Pop)



Videomaker - Paulinha Swell
Logística - Paulo Malária
Transporte - Lince
Som - O Terço

Malaria foi a um lugar maravilhoso...

... Onde as lontras não vivem só. Aliás, não vi lontra nenhuma.

Mas o lugar é mesmo muito bonito, e na tarde de 21-9-2010, neste dia que hoje se encerra, um local mítico do rock brasileiro passou a ser real para mim.

Lagoa das Lontras
Videomaker - Paulinha Swell
Logística - Paulo Malária
Transporte - Lince
Sonorização - O Terço

Lagoa das Lontras é um recanto paradisíaco que deve continuar quase igual aos tempos em que O Terço a cantou em verso e prosa. Ali, "não tem nada pra se fazer" torna-se a maior qualidade. Imaginem Lontras de noite, com a lua cheia e o silêncio total.

Fica a 2 horas de carro do Rio, mais 9 inacreditáveis km de estrada de terra (aí, o tempo depende do apreço de cada um por sua suspensão). Pode ser complicado passar naquela estradinha com chuva, pois o trecho inicial é um zig-zag beirando uma pirambeira. A largura só dá para um carro. Mesmo assim, duvido que os lontrenses queiram que a estrada seja melhorada. Seu estado precário é que garante o astral magnífico do lugar.

Tem pousada, tem aluguel de casa por temporada. Que tal a galera combinar um encontro 100% Eldo em Lontras?

(Texto de Paulo Malária publicado na lista da Eldo Pop)



7.9.10

O Acidente já tem um Wiki e conta com a sua participação


logo Wikizic

Pessoal, ontem, levado por um impulso, decidi expandir a presença do Acidente na internet e abri um Wiki para a banda mais legal do mundo no site Wikizic.org. Já publiquei os discos e diversos links, mas ainda conto com a participação que quem quiser para expandir, modificar e complementar as informações. Já subi muita coisa, mas muito ainda precisa ser feito.


Segundo a Wikipedia, a expressão 'wiki' é utilizada "para identificar um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo."

Este software colaborativo permite a edição coletiva dos documentos usando um sistema que não necessita que o conteúdo tenha que ser revisto antes da sua publicação.

Portanto, conto com você!

29.8.10

O Acidente agora tem uma lista de discussão no Yahoo Grupos

Acidente Rock Band
Fala galera, a partir de agora o Acidente ganhou mais um canal de comunicação. Trata-se da lista de email do Yahoo Grupos, através da qual pretendemos criar um canal de comunicação direto entre a banda e seus membros, ex-membros, amigos e fãs.

Todos estão convidados e, para participar, basta acessar o endereço:

http://br.groups.yahoo.com/group/acidente/ e se cadastrar gratuitamente.


  Clique aqui para cadastrar-se acidente
  Clique aqui para cadastrar-se acidente



Os emails do grupo são:

Enviar mensagem: acidente@yahoogrupos.com.br
Entrar no grupo: acidente-subscribe@yahoogrupos.com.br
Sair do grupo: acidente-unsubscribe@yahoogrupos.com.br
Proprietário da lista: acidente-owner@yahoogrupos.com.br

21.8.10

Feliz aniversário Zunga Ezzaet, com Meu Destino e Não Querer

Zunga Ezzaet

Em comemoração ao aniversário do grande guitarrista, compositor e cantor Zunga Ezzaet, decidi publicar dois slideshows. O primeiro, com a música "Meu Destino", um tremendo funk de sua autoria, gravado pela Banda Nad' Humild. O segundo slideshow, com a versão original da música Não Querer, de Roger Ramos e Zunga Ezzaet, em uma gravação da banda The Lírios. 

Ficha Técnica:


Musica de: Zunga Ezzaet
Gravadora: Stolen Records
Edição do slideshow: Sidnei Lemos



Banda Nad`humild
Zunga Ezzaet: guitarra e voz
Giovani Miranda: bateria e backing
Bira Lima: baixo e backing

Não Querer





NÃO QUERER.
Roger Ramos e Zunga Ezzaet

Quando eu quero
Transmitir você em mim...
Você nunca percebe
Nem deixa...
Lançando em mim
A barreira sólida do não plantar...
Assim como:
Quem nunca comeu a fruta
Quando come, cospe o principal,
O caroço!! 

Músicos:
Roger Ramos: Vocal, 
Zunga Ezzaet: Guitarra, 
Jarbas Lopes: Contrabaixo, 
Paulo Malária: Teclados. 
Bateria: Mário Jorge 

Gravado no Estúdio 806 RJ, em 20 de agosto de 1987.

12.8.10

Ouça mais esta seleção de inolvidáveis canções do Acidente!

Fiz mais uma playlist, desta vez bem completa, com uma seleção variada das músicas inesquecíveis da banda de rock independente Acidente. Espero que você escute e goste!



Quantcast

22.7.10

Acidente faz pesquisa de opinião sobre novo 'velho' lançamento

11.7.10

Acidente estreia no site Bandas de Garagem: prestigie!


Esta semana o Acidente entrou pra valer no site Bandas de Garagem. Eu já tinha criado a página do Aça lá, mas ainda não havia subido quase nenhuma música. Agora se você for lá prestigiar os amigos, vai encontrar os dois cds mais recentes da banda, disponíveis para download gratuito: "Não Pode Ser Vendido Separadamente" e "Pega Varetas, Mêu Páu de Sêbo".

15.6.10

Acidente disponibiliza suas músicas também no SoundClick

Hoje eu fiz upload do álbum mais recente do Acidente (Não Pode Ser Vendido Separadamente) para o site SoundClick, onde o admirador de verdade vai poder baixar todas as músicas de graça, além de pegar o código para colocar um player na sua página. É o Acidente expandindo suas fronteiras.

Espero que você curta bastante o décimo disco do AÇA, lançado em 2007,
NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE.

16.5.10

'Estado Interessante' lança seu segundo álbum independente: "16"

O Estado Interessante foi engendrado em 1988 pelo cantor e compositor Jad Maroja. Ele montou um trio, logo ampliado para quinteto, que fez muitos shows naquela efervescente virada de década, até lançar em 1992 o álbum "Volume 1". Deve ter sido o último LP do mundo; mesmo assim, teve bom airplay em rádios do circuito independente.

Nova formação e em 1994 o E.I. gravou um CD demo de circulação dirigida, que não chegou ao mercado. Após uma breve pausa técnica de 15 anos, Jad orquestrou a volta do Estado sob a forma original de trio.

O guitarrista e compositor Zunga Ezzaet, fiel escudeiro da banda desde o início, tornou-se multi-instrumentista, acumulando baixo, programação de bateria e pilotando as gravações do novo disco em seu estúdio. Completa a banda o veterano tecladista e compositor Paulo Malária, pioneiro do cenário indie carioca. O álbum "16" - sim, desta vez é um CD - representa a teimosia de músicos independentes que não aceitam ser relegados pela indústria ao papel de meros consumidores, e é disso que vive o rock.



One more PAULINHA SWELL VIDEO
BAND: ESTADO INTERESSANTE
JAD MAROJA - voice
ZUNGA EZZAET - guitars, bass, drum programming
PAULO MALÁRIA - keyboards
Sound engineer - ZUNGA EZZAET
From the album album ESTADO INTERESSANTE - "16"
Recorded and mixed at ZUNGA EZZAET's studio
Mastered por EVERSON DIAS

16.4.10

Miosa - slideshow da música de Paulo Malária


Slideshow feito com fotos de Paulo Malária do seu amado gato Mioso (1994 - 2007). Faixa gravada em 2000 pelo Acidente: Malária (synth); Mario Costa (bateria) e Ary Menezes (baixo e guitarras). Produzido por Paulo Izecksohn para o Suplemento "Expo Rock 2000" que integra o relançamento em cd do album  "Quebre Este Disco".