9.4.16

O "Ninguém Pediu" de 2014 é um mergulho demorado nos anos 70

O ACIDENTE estava longe no tempo e no espaço, perdido num mundo de sonhos, quando o jornalista Arthur Dapieve publicou em 5-8-2011 uma crônica de meia página intitulada "Antes da explosão" no jornal de maior circulação do Rio, o último espaço onde as grandes gravadoras, editoras e empresários quereriam ver qualquer menção a uma desconhecida banda independente do passado remoto, que sumira sem deixar lembranças. 
Acidente 2014? Zunga Ezzaet, Scubi Jenné e Paulo Malária
Acidente 2014: Zunga Ezzaet, Scubi Jenné e Paulo Malária
 O consagrado colunista dedicou seu lidíssimo espaço semanal para comentar o nosso humilde album "Rock". Era o relançamento em CD dos 3 vinis que o ACIDENTE havia gravado na década de 80 e, embora nada mais tenha acontecido com o disco (você o ouviu uma única vez que fosse no rádio?), as poderosas palavras do Dapieve bastaram para nos indicar o caminho: continuar. Meter o pé de novo na estrada, aliás, no estúdio. Seguiram-se 2 álbuns de repertório inédito muito diferentes em estilo e proposta: "Ainda" (2012), com um pezinho no hard e outro no progressivo, e agora este "Ninguém Pediu", que envereda por outras praias e certas vezes (nem sempre) faz lembrar exatamente o clima e os tempos do "Rock". Muitos músicos que participaram dos discos anteriores do Aça não estão presentes (quem sabe um dia?), mas o trio remanescente representa com absoluta propriedade todas as tão distintas fases anteriores do ACIDENTE desde sua fundação em 1978, com participações especiais igualmente dignas de crédito.

Por isso, grande Dapi, mais uma vez nos desculpe por ter faltado o agradecimento no encarte do "AInda", mas há males que vêm pra bem, porque é aqui no "NInguém Pediu" que você e todos os que o escutarem encontrarão mais daquilo que o ACIDENTE poderia ter gravado naquele campo minado do "BRock" e até antes disso, já que em boa parte do novo álbum demos um mergulho demorado nos anos 70 para refrescar nossos espíritos cansados dessa longa batalha que nunca termina.

14.3.16

Convite

Cartaz de show no Teatro Lemos Cunha em 1981
É com imensa satisfação que convido meus amigos a conhecerem o site da banda de rock independente Acidente (www.acidente.ac) que está com novas seções, como a página "Memorabilia", com tranqueiras do passado (como o manuscrito original da música "O Vaqueiro e a Debutante" e o cartaz do show no Teatro Lemos Cunha, entre outros, Além disso, é possível ver, ouvir e baixar todos as músicas de graça! O site está com o tapete vermelho estendido aguardando a sua presença virtual.

18.6.15

O site MegaLyrics tem 71 letras do Acidente e você pode incluir mais!

Acidente é Zunga Ezzaet, Paulo Malária e Helio Jenné

Caso você queira conhecer alguma letra do Acidente, acesse o site MegaLyrics, que reúne 71 letras, das centenas que a banda independente carioca já gravou. Se você sentir falta de alguma, pode incluir no site!

8.6.15

Paulo Malária conta como compôs ''Por quem os sinos dobram''


Em e-mail para o amigo Leandro França da Ondas Fm, Paulo Malária explica como compôs a canção ''Por quem os sinos dobram'', publicada no CD Ninguém Pediu, de 2014.


Grande Leandro, muito obrigado pela atenção, em meu nome e dos colegas de banda.

A história de "Por quem os sinos dobram" tem duas etapas. Em 1980, aos 24 anos, caminhando em direção ao curso de inglês que eu fazia, me vieram à mente os riffs, a primeira parte e o refrão ("Nào é verdade/ Que eu nunca tenha estado aqui/ Conheço este lugar/ Da outra vez que vivi/ Agora eu sei por quem os sinos dobram/ Agora eu sei que eles dobram por mim").

Porém a música, semelhante a outras que compus naquele ano e nunca foram gravadas ("Nada" é presença certa num eventual próximo disco), ficou incompleta. Muito tempo depois, a vida me proporcionou um emprego com um salário bem razoável e decidi gastar parte dele para conhecer o mundo e encontrar o lugar onde eu deveria ter nascido e teria sido feliz. Fiz algumas viagens, desfiz alguns mitos e cheguei à conclusão de que bom mesmo é Australia e Nova Zelândia, onde estive em 2008. Sem nenhum demérito a outros lugares que antes habitavam meu imaginário. É disso que fala a música, especialmente a segunda parte (a primeira parte, das 7 vidas e dos 7 séculos, é um jogo de palavras poderosas e simbólicas preparando para o que virá depois).

"Primeiro eu fui onde contavam maravilhas/ E muito vi, porém não tanta magia", quem me conhece sabe que obviamente se refere aos Estados Unidos, assim como "Depois voei mais longe até a verde ilha/ E me encantei, mas ainda não bastaria" se refere à Inglaterra. Daí segue: "Cheguei a meditar sobre o que John dizia (Lennon foi assassinado no final de 1980, ano em que comecei a compor a música)/ Que só em mim mesmo eu me encontraria/ Mas persisti rodeando o mundo até que um dia/ Na mais distante terra achei o que queria".

Com os recursos do Google pude descobrir que desde os anos 70 já existia uma "Por quem os sinos dobram" gravada pelo Raul Seixas. Tive o cuidado de escutá-la no Youtube e ela não tem nada a ver com a minha, exceto o título. Ora, se for por isso, os Bee Gees e outras bandas também gravaram músicas chamadas "To whom the bells toll" e a inspiração original comum a todas, como sabemos, é o livro de Ernest Hemingway. Daí me senti à vontade para manter o nome da música sem achar que pudesse estar copiando alguém.

É uma música viajante, no sentido geográfico mesmo. Descreve a procura por um lugar e seu encontro. Começou a ser feita a caminho de um curso de inglês que eu já cursava no intuito de percorrer o mundo, e foi terminada 3 décadas depois, falando deste assunto que para mim é tão importante.

4.6.15

Acidente tem 40 músicas e letras no site Kboing

Quando você passar pelo site kboing aproveite para acessar http://letras.kboing.com.br/acidente/ e ouça as 40 músicas e letras que tem lá!
logo Kboing

23.4.15

Paulo Malária conta como compôs "A Peleja de Karl Marx Contra o Império do Kapital"

Às vezes o Acidente recebe  mensagens interessantíssimas, que merecem respostas à altura. Desta feita a missiva chegou através da página Acidente Rock Band no Facebook. Leia:

"Karl Marx" por John Jabez Edwin Mayall - International Institute of Social History in Amsterdam, Netherlands. Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Karl_Marx_001.jpg#/media/File:Karl_Marx_001.jpg
Karl Marx, por John Jabez Edwin Mayall
"Olá, Boa noite! meu nome é Viviane eu sou estudante de Direito e tenho que apresentar a obra de Karl Marx, e neste trabalho tenho que apresentar uma música com alguns de seus conceitos, então eu pesquisando achei a música da Banda Acidente. Preciso informar por exemplo quem é o autor da letra, o cantor, quando foi lançada e qual a relação entre os conceitos e a música. Se vocês puderem me ajudar com alguma informação ficarei imensamente grata. Desde de já, agradeço. Abraços."

OI Viviane! Sou o Helio Jenné, um dos fundadores da banda em 1978 e ainda toco com o Malária no Acidente. Legal a sua pesquisa. Ele é o autor (e também o cantor e produtor) de A Peleja de Karl Marx Contra o Império do Kapital . A música tem 5' 29" e foi publicada no CD "Não Pode Ser Vendido Separadamente", de 2007.

A PELEJA DE KARL MARX CONTRA O IMPÉRIO DO KAPITAL

Conta o autor Paulo Malária, "Compus essa música por volta de 76 77 e ela é inspirada num famoso cantador de cordel nordestino chamado Zé Limeira(*), porém misturada com um hábito que usávamos muito para driblar a censura do regime militar, que era apelar para o nonsense mais absurdo, totalmente desprovido de sentido. Assim, a primeira metade da letra é composta de fatos verdadeiros, ainda que tratados com linguajar empolado que caracteriza a literatura de cordel. Já a segunda metade, é totalmente inverídica, culminando com o Hitler mandando Karl Marx para um campo de concentração.
Não sei nem se os dois foram contemporâneos, mas, se chegaram a coexistir, Carl Marx já devia estar bem velhinho quando Hitler nasceu.
Submeti essa letra à censura federal em 1977 e ela voltou com o carimbo "vetado, face ao parecer". Eram inteligentíssimos esses censores.
Cuidado para não transformar sua exposição de motivos em uma galhofa, uma pandega, porque nenhum historiador deixará de se indignar com o desfecho inusitado conferido ao grande pensador alemão.
Um abraço, obrigado por ter escolhido essa canção. Use e abuse desta singela obra."

Zé Limeira (Teixeira, 1886 — Teixeira, 24 de dezembro de 1954) foi o cordelista/repentista mais mitológico do Brasil. Ficou conhecido como Poeta do Absurdo. (Fonte? Wikipedia).
Conheça o Blog Zé Limeira, o poeta do absurdo

Zé Limeira

31.3.14

'Ninguém Pediu' alcança 37º lugar na categoria Rock do SoundClick

Ninguém Pediu é o novo cd da banda independente de rock Acidente, lançado em 2014

Esta semana o Acidente chegou na 37ª posição nas paradas musicais do site www.soundclick.com na categoria Rock/Rock General com a música "Por Nós", interpretada de forma impressionante pela cantora Kelce Moraes.
Mais informações na nossa página do Facebook: https://www.facebook.com/AcidenteNinguemPediu